Greve e espiritualidade pascal

Vamos todos usar a hastag #BrasilEmGreve

Leonardo Boff

Marcelo Barros é um monge peregrino que alimenta com palestras e textos sobre espiritualidade a centenas de pessoas no Brasil e no estrangeiro. Acompanha de perto os movimento sociais populares. Além disso é um exímio exegeta (intérprete da Bíblia). Mas em todas as coisas, mesmo as mais seculares, entrevê a presença de Deus e de seu desígni. É assim agora com a greve geral que está sendo preparada pelo Brasil todo. Transcrevemos o artigo que acaba de enviar. LBoff

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Em várias dioceses católicas do Brasil, muitos ministros e fieis se revelam surpresos ao perceber que os responsáveis pela Igreja decidiram se manifestar publicamente sobre o que está acontecendo no Brasil. Bispos se pronunciam contra iniciativas do atual governo, como a Proposta de Reforma da Previdência Social. Também se declaram contra as mudanças da Constituição, empreendidas pelo Congresso, sem nenhuma consulta ou respaldo popular. Na Igreja Católica, essa nova postura…

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O crucificado de hoje e o Crucificado de ontem

24/04/2017
A grande maioria da humanidade vive hoje crucificada pela miséria, pela fome, pela escassez de água e pelo desemprego. A natureza também é crucificada, devastada pela ganância industrialista que se recusa a aceitar quaisquer limites. A Mãe Terra é crucificada, exausta até o ponto de ter perdido seu equilíbrio interno, o que é evidente pelo aquecimento global.

O entendimento religioso e cristão vê o próprio Cristo presente em todos esses seres crucificados. Ao assumir nossa realidade humana e cósmica, Ele sofre com todos os que sofrem. As serras de roaring que tragam abaixo as selvas são sopros a Seu corpo. Ele continua sangrando em nossos ecossistemas dizimados e águas poluídas. A encarnação do Filho de Deus estabeleceu uma misteriosa solidariedade de vida e destino com tudo o que Ele assumiu, com toda a humanidade e todas as sombras e luzes que nossa humanidade pressupõe.

O Evangelho mais antigo, o Evangelho de São Marcos, registra as palavras terríveis na morte de Jesus. Abandonado por todos, no auge da cruz, Ele também se sente abandonado pelo Pai da bondade e da misericórdia. Jesus chora:

“” Meu Deus, meu Deus, por que me desamparaste? “E Jesus clamou em alta voz, e desistiu do espírito” (Marcos 15,34.37).

Jesus não morreu como todos nós morremos. Ele morreu assassinado na forma mais humilhante daquela época: pregado em uma cruz. Pendurado entre o céu ea Terra, agonizou durante três horas na cruz.

A rejeição humana que poderia decretar a crucificação de Jesus, não pode definir o significado que Jesus deu à crucificação imposta a Ele. O Crucificado definiu o sentido de Sua crucificação como solidariedade com todos os crucificados da história que, como Ele mesmo, foram, são e serão vítimas da violência, das relações sociais injustas, do ódio, da humilhação do menor e do Rejeição da proposta de um Reino de justiça, de fraternidade, de compaixão e de amor incondicional.

Apesar de sua entrega solidária aos outros e ao Seu Pai, uma terrível e última tentação invade seu espírito. O grande conflito de Jesus, agora agonizante, está com Seu Pai.

O Pai tinha experimentado com profunda intimidade filial, o Pai que Ele havia anunciado como misericordioso e cheio de bondade, um Pai com traços de uma Mãe terna e carinhosa, o Pai cujo Reino Ele havia proclamado e avançado em Sua práxis libertadora, que o Pai Agora parece ter O abandonado.

Jesus passa pelo inferno da ausência de Deus.

Por volta das três da tarde, minutos antes do final trágico, Jesus gritou em voz alta: “Eloi, Eloi, lama sabatchani: meu Deus, meu Deus, por que me desamparaste?”. Jesus está quase sem esperança. Do mais abissal vazio de Seu espírito, surgem questionamentos terríveis que criam a mais surpreendente tentação sofrida pelos seres humanos, e agora por Jesus, a tentação do desespero. Jesus pergunta a si mesmo:

“Será que a minha fidelidade era absurda? A luta realizada pelos oprimidos e por Deus é insensata? Foi tudo em vão: os riscos que eu passei, as perseguições que sofri, o humilhante processo judicial-religioso em que fui condenado com a pena capital: a crucificação que sofro agora?

Jesus encontra-se nu, impotente, totalmente vazio diante do Pai que está em silêncio e com aquele silêncio revela todo o Seu Mistério. Ele não tem ninguém para se segurar.

De acordo com critérios humanos, Jesus falhou totalmente. Sua certeza interior desaparece. Mas mesmo que haja um pôr-do-sol no horizonte, Jesus continua confiando no Pai. Por isso clama em alta voz: “Meu Pai … Meu Pai”. No ápice de seu desespero, Jesus se entrega ao mistério verdadeiramente sem nome. Essa será Sua única esperança para além de qualquer segurança. Ele não tem mais nenhum apoio por si mesmo, somente por Deus, que agora está escondido. A esperança absoluta de Jesus só pode ser compreendida na suposição de Seu absoluto desespero. Onde a desesperança abundava, a esperança era abundante.

A grandeza de Jesus consistia em suportar e superar essa terrível tentação. Esta tentação o levou a uma entrega total a Deus, uma solidariedade incondicional com Seus irmãos e irmãs, também desesperada e crucificada ao longo da história, um desprendimento total de si mesmo, um absoluto descentramento de si mesmo em função dos outros. Somente assim a morte é a morte e pode ser completa: a entrega perfeita a Deus e aos filhos e filhas sofredentes de Deus, o menor de Seus irmãos e irmãs.

As últimas palavras de Jesus mostram Sua entrega, nem resignada nem fatal, mas livre: Pai. Em tuas mãos recomendo o meu espírito (Lc 23,46). Está consumado (Jo 19,30).

A Sexta-feira Santa continua, mas não tem a última palavra. A ressurreição como o surgimento do novo ser é a grande resposta do Fath
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Se consolida a pasos agigantados un estado de excepción

Leonardo Boff

Wadih Damous, abogado y diputado federal por el PT, es uno de los críticos mejor fundamentados del gobierno actual, consecuencia de un golpe parlamentario forjado por fuerzas políticas, articuladas con el sistema jurídico-policial, que nunca aceptaron a un presidente venido del piso de abajo, representando a los sobrevivientes de la tragedia brasileira, las profundas desigualdades sociales, la gran población negra y los que históricamente fueron siempre puestos al margen. De repente, a través de los cambios sociales inducidas por las políticas de los gobiernos Lula-Dilma, millones de personas pudieron ser integradas y recuperar su dignidad. Negar este hecho histórico es falsear la realidad, reconocida internacionalmente. Pero la ceguera de los pocos adinerados y sus lacayos les impide ver a esas hermanas y hermanos suyos hundidos en el sufrimiento y la miseria.

Un Congreso compuesto por una gran mayoría de imputados, de acusados por la justicia y de corruptos jamás tendría…

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PSDB NÃO CONSEGUE CONVIVER COM O ÓDIO QUE SEMEOU NO PAÍS

Em tempo …. Aécio sendo “comido” KKKKKKKKK

Luíz Müller Blog

Responsáveis pelo golpe que feriu de morte a democracia brasileira e arruinou a economia nacional, líderes do PSDB agora se queixam do ódio instalado no Brasil; em artigo publicado neste domingo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reclamou da falta de “bonomia” na sociedade brasileira; em vídeo, Andrea Neves, acusada de receber propina para o irmão Aécio Neves, perguntou “de onde vem tanto ódio”; no meio da semana, Luciano Huck, um dos projetos presidenciais de FHC, se lançou candidato e disse que “não importa se foi golpe ou não”; no entanto, a raiz de toda a tragédia brasileira é o ódio de classe que vem sendo semeado pelo PSDB há vários anos e que culminou no golpe de 2016

Brasil 247 “Sei que vivemos um momento de desânimo e que o ódio substitui certa bonomia, que parecia própria dos brasileiros”, escreve o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, na primeira linha…

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